sábado, 20 de março de 2010

Revista Fraude - jornalismo cultural

Sabemos que, no Brasil, a variedade de revistas culturais não é grande. Dentre as poucas opções, ficam às vezes sem conhecimento do público em geral algumas revistas que tentam ampliar tal mercado, produzidas com pouco dinheiro, às custas de editais ou, ainda, como publicações experimentais dentro de Universidades. Este último é o caso da Revista Fraude, projeto realizado inteiramente pelo Petcom - Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Comunicação da UFBA.

Mas, afinal, qual o motivo de divulgar tal revista neste blog? Primeiro - e evidentemente - eu participei da equipe que produziu a edição número 7 e, por isso, quero divulgá-la. Além disso, há uma matéria minha sobre Audiolivros, na página 17; e é algo, imagino, que possa interessar aos leitores do blog. Além disso, há reportagens sobre Quadrinhos, Cultura Racional, Curadoria, Publicidade de Motéis, Jornalismo Móvel e outras.

Espero que gostem e dêem sua opinião.

terça-feira, 16 de março de 2010

Mapa colaborativo de livros

Mapas colaborativos tornaram-se mais comuns e demonstram-se bastante úteis - ou, ao menos, despertam algum tipo de curiosidade. Alguns, como o de buracos em Fortaleza ou o Wikicrimes (mapeando crimes colaborativamente) já possuem um número razoável de colaborações. Juntando-se a esse tipo de mapa, temos agora o Livros e Lugares.

Criado por Isabel Colucci, do blog O Guaxinim, o mapa propõe mostrar os lugares onde se passam histórias de livros. A ideia é incentivar as pessoas a cadastrar suas histórias preferidas em suas respectivas localizações no globo.

>> Acesse o mapa colaborativo de Livros e Lugares


Visualizar Livros e lugares em um mapa maior


Via Livros e Afins

quinta-feira, 11 de março de 2010

Vivendo a própria personagem

Foto: Julio Bittencourt
 Paula Parisot, escritora e artista plástica, decidiu lançar seu novo livro, Gonzos e Parafusos, de uma forma bastante inusitada. A partir de hoje, 11 de março, a autora ficará trancada durante uma semana numa instalação que simula um quarto, no meio da Livraria da Vila, em São Paulo.

A ideia é permanecer sete dias na pele da personagem, recriando uma das partes de seu primeiro romance, quando há uma passagem em uma clínica de repouso. Trata-se da história de Isabela, jovem psicanalista "no limite da esquizofrenia", uma mulher como a Baronesa Elizabeth Bachofen-Echt, retratada pelo pintor Klimt em um de seus quadros. Assim, Paula estará vestida como a Baronesa no pequeno quarto-vitrine. Curiosamente, a escritora não poderá conversar com ninguém durante o "confinamento" e não sairá da livraria mesmo quando for fechada às noites. Além disso, deverá escrever notas em um caderno.

Enfim, uma bela mistura de instalação artística com literatura. Além de uma excêntrica forma de marketing editorial, evidentemente.

Foto: Julio Bittencourt

Via Onne e Publishnews


Atualização:


Gonzos e Parafusos - segundo dia from TV Cronópios on Vimeo.

sábado, 6 de março de 2010

Literatura na rua

 
Livros. Luzes. Rua. Espaço Público. 

Com 800 livros espalhados por uma rua de Nova Iorque e iluminados por feixes de luz, uma intervenção artística propõe mexer com os conceitos de literatura a invadir ruas e espaços públicos. Trata-se de mais uma das intervenções do grupo luzinterruptus ("somos un colectivo artístico anónimo, que llevamos a cabo intervenciones urbanas en espacios públicos. Utilizamos la luz como materia prima y la noche como lienzo").

quarta-feira, 3 de março de 2010

Homenagem a José Mindlin

Homenagem a José Mindlin pelo projeto Brasiliana USP:

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Também não gosto de plágio

Após o acontecido quase kafkiano quando a editora Landmark resolveu processar a tradutora e blogueira Denise Bottmann, do blog Não Gosto de Plágio, Eloisa Jahn, Jorio Dauster, Ivo Barroso e Ivone C Benedett criaram um manifesto para apoiá-la. O site criado, ainda, traz as denúncias feitas pela tradutora contra a Landmark.

Até o momento (dia 28/02, às 23:30), dia de criação do manifesto, já há 262 assinaturas.

Se você também não gosta de plágio e apoia Denise Bottmann, assine o manifesto no link abaixo:



A história do ridículo processo está bastante divulgada, felizmente, chegando até a extrapolar a blogosfera e aparecer na mídia tradicional, como na Folha Online e BOL Notícias.  Algumas editoras, inclusive, divulgaram o fato, como a L&PM, a Crisálida e a Cosac Naify. Esta última, inclusive, fez uma excelente reflexão:
Sérgio Rodrigues, o blogueiro do Todoprosa, um dos melhores blogs de literatura do país, entre ontem e hoje postou duas provas de como a internet se tornou mesmo uma ferramenta decisiva na vida literária.
(...)
A outra é o novo capítulo da batalha de Denise Bottmann contra a avacalhação da tradução literária que assola o país. Numa estratégia jurídica inspirada nas de Paulo Maluf, alguns acusados, colhidos pelo pente-fino de Denise, decidiram inverter o jogo e processá-la, tentando até mesmo retirar do ar o blog Não Gosto de Plágio.
A iniciativa, inédita, foi prontamente rechaçada pela Justiça. E saiu pela culatra, pois quem conhece um pouquinho da internet já sabe:  a mais vaga ameaça de censura cria imediatamente uma barulhenta rede de solidariedade entre os blogueiros, à qual este blog se filia em altos brados.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

164 capas de Lolita


 "Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade"

O que esta Lolita não traz à imaginação de leitores e... capistas! Sim, o livro de Vladimir Nabokov já inspirou diversos tipos de capas, desde algumas mais discretas a outras um tanto mais ousadas. De qualquer forma, trata-se de um livro bastante polêmico ainda atualmente. Mas, o que há em comum entre todas as capas? O título, claro. Lolita é Lolita em qualquer língua. Lo - li - ta.

Veja 164 capas para Lolita


(Via  @Bibliofilmes)



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Blogueira é processada pela editora Landmark

Blogueira e tradutora, Denise Bottmann, do blog Não gosto de plágio, enfrenta um processo por supostas calúnias contra a editora Landmark. Segundo e-mail enviado a Alessandro Martins pela blogueira, a editora pretendia a retirada do blog "antes mesmo de julgar o mérito das alegações sobre as pretensas calúnias". Felizmente o juiz não atendeu ao pedido surreal.

Parece, na verdade, algo acontecendo de forma inversa. Ao invés de a justiça investigar a denúncia de que tal editora plagia traduções, quem denuncia é a pessoa a sofrer processos.

Veja o que diz Denise em seu blog:

numa ação movida pela editora landmark e pelo sr. fábio cyrino, estou
sendo processada por pretensas calúnias contra os reclamantes, por ter
publicado no nãogostodeplágio provas mostrando a prática de plágio nas
traduções de persuasão, de jane austen, e o morro dos
ventos uivantes, de emily brontë, ambas publicadas pela referida
editora em 2007.

além de vultosa indenização por pretensos danos morais e materiais, os
reclamantes solicitaram:

- "publicidade restrita", isto é, que o processo corresse em sigilo de
justiça,
- a remoção do blog nãogostodeplágio da internet, invocando o "direito
de esquecimento",
- "antecipação dos efeitos da tutela de mérito", isto é, que a justiça
determinasse a remoção imediata do blog antes da avaliação do mérito da
ação impetrada.
Eis as postagens que provavelmente motivaram o processo:

- Landmarkismo, estágio superior do plagiarismo?
- Landmark pegou gosto pela coisa
- Retificação
- Faits-divers

Além dela, a editora processou a blogueira Raquel Sallaberry, do blog Jane Austen.
 

Ao mesmo tempo,ocorreu-me uma outra notícia: Censura na Bahia ao twitter do governado. Alega-se uma campanha eleitoral antes da hora para, assim, tentar cancelar judicialmente a conta de twitter do governador Jacques Wagner. Nesse mesmo artigo, André Lemos, pesquisador em cibercultura e professor da UFBA, diz o seguinte:
Devemos entender essas ferramentas como instrumentos conversacionais, não massivos e como tais devem permanecer livres. O problema é que ainda se pensa nas ferramentas pós-massivas, como blogs ou twitter, como mídias de massa, instrumentos de comunicação por concessão pública e controlados por grande empresas donas desse mesmo conteúdo (...)
 Sim, os blogs e o twitter devem permanecer livres.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Macbook disfarçado de livro

Alguém teve a ideia de fazer o MacBook se transformar de fato em um... book. Nesse Brasil, digamos, mais que seguro, a capa se mostra como uma forma interessante de carregar seu notebook da Apple sem ser roubado. Afinal, qual ladrão se interessa por um livro, não é mesmo?


Infelizmente, não consegui encontrar o autor da ideia. Quem souber, avise-me nos comentários.

Via Horas Serenas

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Capa + marcador

O designer Igor “Rogix” Udushlivy criou um conceito interessante ao misturar graficamente a capa de um livro com o marcador. Não é apenas, como já vi algumas vezes, colocar a mesma temática do livro no marcador, mas, na verdade, criar uma interação e harmonia entre os dois.

Criativo.



> Confira o site do artista

Via BSF

Vísceras Literárias - Literatura para o bom leitor

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