segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

5 passos para escrever um romance

O romance fascina muito. É fácil querer escrevê-lo. O difícil, na verdade, é dar início e fim a essa tarefa. [imagem retirada do Flickr]

Cinco passos para começar a escrever um romance:

1 - A primeira coisa a se pensar: "sou um bom leitor?". Afinal, não há escritor que deteste ler. Até porque o interesse pela escrita surge justamente pelo encantamento com a leitura.

2 - O segundo passo é extremamente óbvio: ter alguma ideia de qual será o tema principal do romance. Fazer um aparato geral, mesmo que seja mentalmente, da história a ser contada. Por exemplo, imaginemos que você iria escrever Ensaio Sobre a Cegueira. O principal da história seria: uma epidemia de cegueira branca. Essa idéia central, claro, deve ser algo pensado como inédito, criativo e interessante.

3 - Ter uma boa biblioteca. Mas não me refiro àquela física, mas a de conhecimento. Imaginar que toda a carga de leitura prévia servirá de base para a produção do romance. Nada de plágio, de forma alguma, mas é importante conhecer os bons autores, para, assim, absorver as boas estruturas narrativas, as boas histórias. E o mais importante, talvez, seja a leitura de livros possivelmente semelhantes à imaginada nova obra. Ou seja, se você pretende escrever um romance policial, leia o máximo possível autores deste estilo.

4- Sabendo do que se trata o futuro romance, é hora da pesquisa. Este pode ser um passo ainda mais importante se o romance se baseará, por exemplo, em algum fato histórico. É absolutamente impossível, digamos, escrever um Viva o Povo Brasileiro sem aprofundar-se em pesquisas sobre a história do Brasil. Vá a bibliotecas, compre livros, estude, estude, estude bastante. E, claro, sempre anote. Cultive um caderno para anotações - ou um arquivo em word no computador - especial para as pesquisas. Mas, de forma alguma, as dê como concluídas. É muito possível que, lá no meio do processo de escrita, você acabe encontrando algum detalhe que necessite de embasamento histórico, geográfico, científico, sociológico...

5 - Este é o momento do planejamento. Não acredite que você irá escrever um romance, seja o tamanho que for, sem esquematizá-lo previamente. Faça tudo, claro, do seu jeito. Mas não deixe de montar o esqueleto do enredo. No decorrer da escrita surgirão novas ideias, que podem ser acrescentadas, ou algumas outras retiradas. De qualquer forma, mantenha seu planejamento em vista, sempre atualizando-o.

Depois dos passos anteriores, chegou a hora de começar a escrever. O que se pode aconselhar neste momento? Paciência. E lembre-se: o trabalho de escritor não é meramente intelectual. É um trabalho, acredite, também braçal. Afinal, as letras não aparecem sozinhas num papel ou numa tela de computador.

Em resumo: Interesse-> Ideia -> Leitura -> Pesquisa -> Planejamento -> Ação

34 comentários:

Breno 10 de fevereiro de 2009 21:05  

Leo,

Em tese, é realmente essa a estratégia de ação para se escrever um romance. Aliás, se você quiser um roteiro de cinema é só trocar, aí onde tem escrito "romance", por "roteiro". O mesmo digo para o teatro. Em resumo: esses 5 passos servem para escrever narrativas.

Agora, se o cara quiser escrever literatura, isto é, uma narrativa que se distingua não apenas pela trama que conta, pela forma conta, mas também das palavras utilizadas, obviamente é preciso, antes de tudo, ter carinho por elas, e prestar atenção a elas durante todo o processo. As palavras precisam ter mais valor do que num texto jornalístico, ou numa conversação. Elas precisam ser exatas. Por que João Ubaldo começa o Viva o Povo Brasileiro com "contudo"? Por que não valeu-se de mas, porém, todavia, entretanto, entrementes? E Machado em Memórias Póstumas de Brás Cubas, então, velho? Aquele jogo do "autor defunto" e "defunto autor" é responsável por grande parte da diversão de descobrir que se está lendo um morto. E Guimarães Rosa? E... Acho que já deu pra sacar, né?

Para complementar, um conselho de Tchecov a Maximo Gorki em 1899, retirado das suas Cartas Selecionadas:

"Quando revisar seus textos, tire adjetivos e advérbios sempre que puder. Você usa tantos deles que o leitor se desconcentra e termina por cansar. Você me entende quando eu digo 'O homem sentou-se sobre a grama'. Entende porque a sentença é clara e nada distrai sua atenção. Mas o cérebro lutará para entender se eu digo 'O alto homem de peito estreito e barba ruiva sentou-se sobre a verde grama pisoteada pelos transeuntes, sentou-se silenciosamente, olhando entre timidamente e medrosamente'. Isso não faz sentido imediato, o que um bom texto deveria fazer, e rápido.

Este comentário está ficando gigantesco, me desculpe, mas ainda me falta comentar sobre um ponto que você deixou passar, seguramente tentando não fazer disso uma crônica a la Lya Luft, mas eis-me obrigado a seguir o estilo Lya e clamar pela paixão, Leo. Há dois anos venho acompanhando a atual produção brasileira o máximo que posso e posso te dizer que sinto falta de paixão. O crítico cultural José Onofre, em artigo intitulado "A literatura pré-marketing" [revista CartaCapital n°450], atentou para a mudança que a literatura sofreu no pós-Segunda Guerra. Escreve: "Antes um escritor era lido por se capaz de nos levar a pontos desconhecidos da emoção e do entendimento das coisas. Hoje, ele é um igual e apenas partilha conosco sentimentos que já conhecemos." Para Onofre, Leo, o artista não tem mais a dimensão do perigo — todos estão a salvo, mesmo sofrendo a falta de gesto. A paixão se resume a uma sensualidade vazia e a coragem dá lugar ao estoicismo. "O que existe é uma organização das palavras sem o sentimento verdadeiro que deveria estar por trás. Falta aquela sensação que se tem diante de uma casa escura, uma estrada vazia, um cheiro de fogo. Uma literatura como se produz hoje provoca a inevitável sensação de ter saído do word processor".

Leonardo Pastor 10 de fevereiro de 2009 23:35  

Breno,

Muito obrigado pelo comentário!

Reconheço que tais estratégias de escrita serviriam tranquilamente (quase não consigo deixá-lo sem trema) para qualquer tipo de narrativa, sendo um roteiro de filme ou de uma peça de teatro. No entanto, como meu foco aqui está em literatura, preferi direcioná-lo para os romances.


De fato, também sinto uma certa falta de paixão na literatura brasileira atual. Esse artigo de José Onofre, inclusive, eu não conhecia; vou procurar em minhas "Carta Capitais" antigas.
"Antes um escritor era lido por se capaz de nos levar a pontos desconhecidos da emoção e do entendimento das coisas. Hoje, ele é um igual e apenas partilha conosco sentimentos que já conhecemos". Isso, realmente, traduz o que posso sentir em relação à uma parte da literatura contemporânea.

Marcelo Lima 11 de fevereiro de 2009 00:55  

Acho que muita inspiração para romances se encontra fora dos livros. Apesar da intenção seja criar um, as fontes para estimular a imaginação vem do mundo todo: das artes, do cotidiano, das estranhas experiências sobrenaturais, do álcool, da religião, da mitologia, etc e tal. Claro, são assuntos encontrados em livros, mas que podem ser conhecidos diretamente em alguns casos.

Às vezes, ouvir alguém pode ser mais importante do que lê-la. Às vezes, passar uma semana acordado fazendo coisas estranhas é mais estimulante que um clássico da Literatura. É legal se manter aberto para o que der e vier.

Quanto ao comentário interessantíssimo de Breno (olá!, Breno), queria chamar atenção para o conselho de Tchecov a Maximo Gorki. É um conselho que ouço muito de pessoas envolvidas com Literatura e que tem uma razão, há muitos autores se embananando com tantos adjetivos que acabam esvaziando aquilo que tentam adornar. Mas, também deve-se lembrar que essa pode ser a intenção poética do autor. O autor, como disse Léo, geralmente leitor assíduo, portanto, é sua obrigação ler o que escreveu e tentar se posicionar no lugar do outro que o ler. Quais as sensações que ele deseja passar? E, claro, não se restringir às suas próprias sensações: repasse para outros lerem, aqueles que você confia que derão um parecer honesto (se possível, outros escritores). Assim, você começará a obter autoconfiança suficiente para saber onde colocar seus adjetivos e advérbios, se abusará deles ou não.

E, Breno, concordo: falta a emoção em muita coisa lida atualmente. Tem muita gente publicando livro toda semana e parecem o mesmo livro. Há tantos blogs pipocando na Web, com conteúdos poéticos tão similares e desinteressantes. Acho que isso prolifera por falta de leitores mais críticos. É comum autores que vendem livros seus na base da brodagem e não da criação de expectativa num determinado público. Assim como os leitores de blog que se limitam a comentários como "Bom texto!", "Excelente" e só. Acho que é necessário mais criticidade.

Bem, só comentários gigantes neste post, rs. Não vou revisar o que escrevi, perdoem qualquer erro.

Bye!

Leonardo Pastor 11 de fevereiro de 2009 12:24  

Marcelo,

Claro, muita da inspiração para a escrita se encontra fora dos livros. Mas eu ainda acredito na leitura como a melhor maneira de se desenvolver intelectualmente. O que não se pode perder de vista é que ela não é a única. Todas as experiências de vida modificam a forma de escrita.

Mas, na verdade, o que eu queria deixar transparecer era a necessidade de conhecer o meio de trabalho. Não dá para imaginar um diretor de cinema, por exemplo, ignorante em relação aos grandes cineastas.

Leitura é essencial para qualquer área, sem dúvida. Assim como, acredito, qualquer outra manifestação cultural, seja de cinema, teatro, pintura... E, claro, ler torna-se ainda mais importante para aquele, digamos, "aspirante a escritor".

Vinicius 12 de fevereiro de 2009 20:50  

Eu acrescentaria que as leituras prévias, além de proporcionarem um bom trânsito em assuntos já previamente trabalhados, acabam descortinando um mundo de possibilidades linguísticas e estilísticas, ao qual você não teria acesso sozinho, e muito menos poderia concebê-lo.

culatra 13 de fevereiro de 2009 23:42  

Cara,
Lamento tirar a sua graça, mas suas regras não estão com nada rssssss
Você acha que o Saramago decidiu escrever Ensaio sobre a cegueira quando ele teve a idéia (plim) de fazer uma cegueira branca? Rsss acho isso meio bobo e simplista.
Recomendo uma leitura que vai mudar sua cabeça. Leia: Oficina de escritores, de Stephen Koch

Abraço

Caminhante 18 de fevereiro de 2009 22:08  

E eu acho que as pessoas estão se deleitando em criticar algo que está bom. Claro que existem muitos mais passos do que ele colocou, essa lista poderia ser estendida até o infinito.

Leonardo Pastor 18 de fevereiro de 2009 22:50  

Culatra,

Apesar de discordar, agradeço as críticas e a dica de leitura.


Obrigado, Caminhante.

A ideia era realmente mostrar passos que, como Breno ali em cima disse, acabam servindo para qualquer preparação de escrita. Era o que eu pretendia mostrar: dá trabalho escrever, e é necessário preparar-se bastante.

Aléxia G. 25 de fevereiro de 2009 17:12  

Adoreiiiii... muito interessante.

bjo
assistindoomundo.blogspot.com

N.T.C.O 4 de agosto de 2009 09:13  

OLA, realmente estes cinco pontos são fundamentais para escrever um livro! Muito obrigado vai ser-me muito útil!!!!

greatwindow.blogs.sapo.pt

Anônimo 27 de outubro de 2009 22:08  

O interesse em escrever um romance, quase sempre se esgota, quando não pomos todos os ingredientes afuncioinar ou quando o autor se perde no caminho.

Anônimo 27 de outubro de 2009 22:23  

O escritoré um instrumento do leitor e historiar para agrada e para engrandecer a cultura é tarefa de muita refelxão. João Ferreia.

Anônimo 10 de janeiro de 2010 09:30  

eu adorei essas dicas vou começar a escrever meu romance agora!!!

Armando Sebastiao 9 de fevereiro de 2010 21:10  

A leitura e para mente o que o exercicio e para o corpo.
Boa sorte para quem pensar em escrever.

Anônimo 10 de fevereiro de 2010 00:06  

meu sonho desde de menina era escrever um lindo romance, mas nunca soube como poderia começar, diversas histórias surgiam na minha mente dia após dia e coloca-las no papel me parecia impossivel, como transformar em leitura sentimentos tão intensos e tão verdadeiros? era como se em apenas alguns segundos eu me transformasse em cada um dos persongens que um dia eu pensei em escrever.
Hoje com quase 32 anos e com dois filhos eu comecei minha jornada em busca de conhecimento e experiências, me sinto crua e despreparada mais acredito incondicionalmente que escrever seja mais que mera vontade e estudo, escrever é tranformar em letras o que se vê na mente, é tornar real o que está apenas na sua alma e no seu coração.... escrever é se apaixonar, é amar e acima de tudo é se entregar sem medo a si mesmo e aos seus desejos. agradeço pela dicas bjs

Anônimo 21 de fevereiro de 2010 16:35  

Leo, também ando pesquisando como escrever um lindo livro de romance, li seus conselhos e me ajudaram muito. Mas quanto ao número de personagens? Quantos colocar na história que a deixe bem temperado? Ou nós que devemos escolher o número de personagens para aplicar no livro?

Obrigado!

De: Gustavo

Leonardo Pastor 21 de fevereiro de 2010 21:59  

Olá, Gustavo.

Bem, não há nenhuma fórmula para se calcular um número adequado de personagens. O autor escolhe quantos lhe é conveniente para a narrativa que pretende escrever. Pode ser apenas um, ou dois, três, quatro, cinco e um cachorro, quem saberá exatamente é o autor. Em alguns romances, como em Anna Kariênina, de Tolstói, há tantos personagens que algumas edições trazem uma "lista de personagens" - a que eu tenho, da Cosac Naify, possui cinco páginas com os nomes dos personagens, além de uma árvore genealógica localizando alguns deles.

Espero ter tirado sua dúvida.

Abraço!

Anônimo 22 de fevereiro de 2010 17:04  

Leo, gostaria de fazer estas perguntas, se caso possa responder: pra ecrever uma história, deve-se ter toda ela já em mente? Ex.: o início, desenvolvimento e o fim? Ou deve ir imanginando devagar escrevendo cada parágrafo ou até mesmo se possível o capítulo? E é verdade que, se mandar uma história para alguma editora, ela mesmo faz a correção da tal escrita?

Obrigado!

De: Gustavo

Leonardo Pastor 25 de fevereiro de 2010 00:05  

Olá, Gustavo.

O ideal, sim, é ter planejado todo o enredo. Claro que, de qualquer forma, algumas coisas surgem durante a escrita, servindo para incrementar a história. Mas se deve sempre prestar atenção ao planejamento - e fazê-lo bem feito - para evitar deslizes narrativos.

E... sobre mandar uma história para editora, como assim? Você fala enviar um romance/conto escrito e querer correção? Existem pessoas que são pagas para isso, é verdade, e as grandes editoras utilizam-se de tais profissionais para verificar se não há erro no original antes de levá-lo para impressão. Evidentemente, um escritor capaz não mostraria a ninguém uma narrativa com problemas de escrita, erros de português, etc; acontecem, claro, mas não se pode esperar que um terceiro corrija para você. Deve-se tentar - acredito - ser o mais impecável possível na escrita. Afinal, um escritor de verdade é um bom escritor, não é mesmo?

Anônimo 7 de abril de 2010 17:48  

Valeu léo pela resposta. Mas definindo melhor a minha pergunta. No caso de mandar um romance para editora. A minha dúvida é o que a editora faz. Não nos erros de português. Mas nas palavras repititivas demais, se a editora incluem adjetivos, advérbios e substantivos...

De: Gustavo

Obrigado!

Leonardo Pastor 8 de abril de 2010 00:06  

Gustavo,

Não fique esperando que alguma editora contrate um revisor para seu livro. Inicialmente, revise você mesmo. Várias vezes. O máximo que puder. Se ainda não se sentir seguro, contrate um revisor profissional. Ele, sim, pode até sugerir mudanças devido a palavras repetidas demais, por exemplo.

Abraço

Alexandre 12 de abril de 2010 21:28  

Caro Leonardo, tendo acompanhado toda a discussão sobre técnicas de escrita, construção de personagens e estilos,aproveito para pedir que me oriente sobre uma dúvida, qual seja: Em um romance histórico,eu posso me utilizar de personagens reais, ainda vivos, com diálogos e falas não ocorridas? Ou seja mesclar realidade e ficção? Construir uma narrativa que retrate os fatos através de uma outra perspectiva não real?

Leonardo Pastor 12 de abril de 2010 22:52  

Alexandre,

Pelo o que eu saiba, não há problema.

Porém, por se tratar de pessoas ainda vivas, deve-se tomar bastante cuidado. Primeiro, é importante deixar claro que se trata de um romance que mistura realidade e ficção, ou, ainda melhor, evidenciar o caráter ficcional da obra.

Romances desse tipo, inclusive, eu gosto bastante. Divirta-se escrevendo.

Anônimo 21 de abril de 2010 00:37  

É o segundo livro que eu escrevo, e os dois são romances, eu apenas tenho uma pequena duvida, quando eu quiser publicá-los, quais as barreiras que vão surgir? Eu quero dizer, o que eu tenho e não tenho que ter?

Obrigada. Isabella.

Anônimo 14 de maio de 2010 09:24  

Leo, estou fazendo meu romance. Uma pergunta óbvia Já escrevi o livro mais como acho uma
Editora ? porfavor me responda. Bye, bye.

De:anônima.
Para:Leo.

Leonardo Pastor 15 de maio de 2010 14:23  

Olá, anônima.

Sugiro o seguinte post:

http://www.viscerasliterarias.com/2009/03/5-maneiras-de-publicar-seu-livro.html

"5 maneiras de publicar seu livro"


Se tiver mais dúvidas e quiser falar diretamente comigo, use o formulário de contato no menu acima ou me procura no Twitter: www.twitter.com/leopastor


Abraço

Jotaro 29 de junho de 2010 18:18  

Leonardo,


Se eu tenho que planejar toda a história, que só pra mim está totalmente clara, como por exemplo, uma investigação, como faço pra "camuflar" isso dos meus leitores? Devo também criar "falsos caminhos"? Pois a tendência é a de escrever aquilo que se tem em mente.

Outra pergunta: como criar suspense?

Leonardo Pastor 6 de julho de 2010 00:03  

Jotaro,

Se você pretende escrever um livro de suspense, pesquise nos livros justamente o que você me pergunta. De que forma autores como, por exemplo, Agatha Christie, desenvolvem a trama?

Uma dica. Pegue um livro neste estilo de que você goste bastante. Leia uma vez, anotando alguns detalhes que achar, até chegar a saber "qual é o assassino", ao final do livro. Depois, releia, observando mais ainda os detalhes e a forma como o autor estrutura a história. Assim, você observa como fazem os grandes escritores de suspense.

Abraço

Felipe 31 de julho de 2010 14:02  

"Vencendo o desafio de escrever um romance", de Ryoki Inoue, segundo o Guiness Book, o escritor com mais livros publicados(mais de 1070), contém as bases fundamentais muito bem apresentadas. Vale muito a pena comprá-lo. Indispensável.

É bem mais dificil do que se possa imaginar escrever um romance de qualidade. É preciso tempo, estudo, e muita, muita dedicação. Porém com paciência e muita perceverança podemos chegar lá.

Engana-se que diz que "não existem regras pra bons textos", a menos que você esteja escrevendo apenas para si mesmo. O leitor dita regras para sua leitura, e obviamente o escritor que quer ser lido deve obedecê-las.

Eu estou sonhando e trabalhando no meu primeiro romance e é dificil manter o ânimo. Mas é estimulante saber que eu não estou sozinho!

Força de vontade, galera! Muito estudo e dedicação pra chegarmos lá! Boa sorte a todos!

Anônimo 18 de novembro de 2010 17:27  

É extraordinário quando eu pego uma simples caneta e papel e começo a escrever uma história, más não uma simples história é realmente uma história cativante e apreensiva. Ou seja, eu expresso meus sentimentos em um papel em branco; para transmiti-los a um leitor e surpreende-lo, e realmente mostrá-lo que meu livro não é um simples livro que se compra na livraria; más sim uma transferência de sentimentos profundos.
P.S.S.

Anônimo 26 de novembro de 2010 04:15  

Oi pessoal!
Entrei po acaso nesse "blog" e fiquei imprecionado com as dicas que vocês dão em torno da questão como escrever um romance (um livro). Quanto a questão da carga emotiva (paixão)que aos "livros de hoje" escapam penso eu que tem a ver com a apetencia meramente comercial de alguns autores. importa que se diga que ainda há e estão surgindo muitos e bons escritores!

stefani helen verdu 15 de dezembro de 2010 12:07  

quero criar um livro de romance amores vividos me ajude?como faso?

ingrid 15 de janeiro de 2011 17:35  

bom!
eu adoro ler,e escrever é uma terapia não vivo sem!
tenho um grande sonho escrever um romance policial e adorei as dicas dos 5 passos ,sei que isso vai me ajudar bastante.

katiane araujo 16 de abril de 2011 10:53  

muito legal as dicas ,tou precisando, vou começar escrever um curta romance, e queria algumas dicas. vlw

Postar um comentário

Vísceras Literárias - Literatura para o bom leitor

  © Blogger template 'Perfection' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP