Atitudes do leitor
Durante a leitura do primeiro capítulo de "Manual de Semiótica", de Ugo Volli, deparei-me com um conceito interessante em relação ao leitor.
Existem, segundo ele, diversas atitudes do leitor. Os Cultural Studies anglo-saxões, inclusive, "ocuparam-se durante longo tempo em caracterizar diferentes estratégias de leitura de acordo com o modo com o qual o destinatário reage ao seu texto". Desse estudo, portanto, tira-se algumas conclusões:
* Há o leitor que "se inclina à autoridade do texto". Ou seja, ele faz uma leitura submissa, não duvidando de seu conteúdo.
* Em contraponto, há o leitor chamado de resistente. Este, busca uma contínua crítica ao texto, desmistificando-o e desconstruindo-o, com a intenção de "compreender os interesses pelos quais teria sido produzido".
Claro que, entre os dois extremos de leitores, há diversos níveis de utilização da leitura.
Então, você se assemelha a qual tipo de leitor?
Existem, segundo ele, diversas atitudes do leitor. Os Cultural Studies anglo-saxões, inclusive, "ocuparam-se durante longo tempo em caracterizar diferentes estratégias de leitura de acordo com o modo com o qual o destinatário reage ao seu texto". Desse estudo, portanto, tira-se algumas conclusões:
* Há o leitor que "se inclina à autoridade do texto". Ou seja, ele faz uma leitura submissa, não duvidando de seu conteúdo.
* Em contraponto, há o leitor chamado de resistente. Este, busca uma contínua crítica ao texto, desmistificando-o e desconstruindo-o, com a intenção de "compreender os interesses pelos quais teria sido produzido".
Claro que, entre os dois extremos de leitores, há diversos níveis de utilização da leitura.
Então, você se assemelha a qual tipo de leitor?




9 comentários:
Eu acho que pode acontecer de a postura do leitor ser imposta justamente pelo texto, e pelo modo como este o envolve.
Nunca tinha pensado nisso.
Leonardo,
Muito interessante isso. Acho que todos começamos como o primeiro tipo de leitor, ou seja, nos inclinando à "autoridade" do texto, como se, por estar escrito, aquilo fosse verdade. Comigo, a mudança começou a ocorrer quando um professor na faculdade insistiu para que, em cada texto que lêssemos, começássemos a buscar falhas, equívocos ou mesmo ambiguidades - prática que se espalhou por todas as minhas leituras.
Vinicius,
Realmente, o postura do leitor também pode ser um tanto imposta pelo texto. Mas pode-se dizer, talvez, que há pessoas que não mudam. Sempre leem da mesma forma submissa.
Ricardo,
Com certeza. Não há como começar com uma postura de leitor "resistente". Todo iniciam com um modelo mais inocente, submisso.
Abraços!
Rapaz,
Não é por nada não, mas...
Se estiver empolgado com Semiótica, acredite, vai passar. Heheh.
Eu acho muito difícil atingir a segunda forma de leitura. É preciso dominar muito do assunto.
No caso da Semiótica, é uma tarefa meio complicada.
o segundo...leio sempre com a intenção de compreender algo novo..mas busco mais ainda entender o autor!rs
dae busco em todos os pontos que julgo serem importantes e tento enteder o por que dessa produção!
^^
Fred,
Na verdade, essa questão de atitudes do leitor não seria algo relacionado a se entender textos de semiótica, mas de qualquer texto, em geral. Até um romance, inclusive.
Mas, de fato, estou um tanto animado com semiótica.
Ivyn,
Um olhar mais atento à leitura, como você faz, é uma ótima experiência. É como, por exemplo, não ver um filme apenas observando a história, quando, na verdade, há diversas outras linguagens com as quais o cinema trabalha que podem ser apreciadas.
Abraços!
Depende muito do tipo de livro que estou lendo. Eu diria que sou resistente a livros filosóficos e submisso a romances (claro que sempre tem uma exceção). ;-)
Cara...leia Codificação / Decoficação de Stuart Hall e esqueça esse negócio de Semiótica...
Davi,
Obrigado pela dica. Abraços!
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