Anotações em margem e outros crimes
Rasgados, sujos de tinta, com bordas queimadas, rabiscados, mastigados por cachorros, com anotações nas margens... Livros assim podem ser encontrados na exposição intitulada "Marginalia and other crimes", organizada pela biblioteca da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
Nela, podemos verificar atrocidades que leitores fazem com livros emprestados, incluindo deixá-los molhados, sujá-los de tinta e, até, apresentá-los com folhas comidas por pássaros.
É intrigante, inclusive, perceber a ironia em algumas partes da exposição. De um lado, um livro infantil daqueles de plástico que as crianças podem levar para o banho; junto a ele, uma frase: "OK for bath". Ao lado, um livro comum, totalmente acabado por ter sido molhado; junto a ele, esta frase: "not OK for bath".
Abaixo, alguns exemplares danificados por leitores irresponsáveis:



Nela, podemos verificar atrocidades que leitores fazem com livros emprestados, incluindo deixá-los molhados, sujá-los de tinta e, até, apresentá-los com folhas comidas por pássaros.
Abaixo, alguns exemplares danificados por leitores irresponsáveis:
(Via L&B)




14 comentários:
Barbaridade, claro, mas ainda assim não tenho nada contra anotações nas margens.
Meu Deus, isso é um verdadeiro crime... livros deveriam ser tratados como preciosidades. Principalmente se são acervos de bibliotecas.
Como o Denser, não tenho preconceito em anotar (à lapis) nos livros- somente nos meus livros, claro. Agora, livro de biblioteca tem de ser preservado. Isso é crime e tem de ter punição severa.
Nos meus eu posso até rabiscar, mas nos de biblioteca eu acho uma infâmia. Tira completamente a limpeza da leitura de outra pessoa que pode até desfocar uma outra percepção por conta de grifos e anotações. Na biblioteca da universidade onde estudo já vi livros com capítulos inteiros arrancados. Muito triste a falta de consideração e respeito.
Pois é, Thays e Wellington, eu rabisco nos meus e somente nos meus - que isso fique bem claro - e detesto pegar livros rasgados e/ou rasurados na biblioteca da faculdade, o que acontece com bastante frequência. Lamentável.
A grande maioria das bibliotecas sobrevive graças a doações de particulares. Mas acredito que quem escreve nos seus - e só nos seus - próprios livros não pensa que pode estar destruindo um bem precioso que algum dia pode ser útil para outra pessoa.
A biblioteca da Faculdade de Letras da USP também têm uma exposição de livros danificados. Nessa mini-exposição tem também uma parte bem-humorada que classifica os usuários destruidores, com direito a nomes científicos.
Acho que os livros ficam lindos amassados, rabiscados, sublinhados, com a lombada quebrada, as orelhas dobradas. Mostra que você o levou a passeio, você o incorporou, você tomou café com ele, refletiu, se emocionou.
Mas, como muita gente acima já disse: desde que ele seja SEU.
Agora, arrancar páginas, cortar, etc... jamais!
Jorge - concordo contigo. Eu mesmo já tive vários livros que achei que seriam meus para sempre, e anotei neles. Daí um dia cai a ficha: o sempre não existe.
Passei então a selecionar melhor. Quando leio algo que sei que vou passar adiante (porque já tenho meus autores favoritos bem definidos), não rabisco.
Agora, cada releitura dos meus livros favoritos é uma cor diferente pra caneta...
Tenho a opinião parecida com a de todos. Não há muito problema em anotar nos próprios livros. O absurdo, na verdade, é fazer o mesmo com livros públicos de bibliotecas.
Luiz Fernando,
Existe divulgação online dessa exposição, como a da biblioteca de Cambridge?
Abraços!
Concordo com o Jasão: livro surrado é o que há! Só não anoto à caneta.
Leonardo,
Infelizmente não tem divulgação online dessa exposição.
Um abraço,
Luiz
Nossa...assumo meu crime de sempre escrever nas margens. Mas somente nos meus livros de teoria, se isso diminui minha culpa!
Absurdo esse tipo de coisa. É sim um verdadeiro crime que aos poucos acabam findando a leitura e de certa forma a leitura de outras pessoas bem intensionadas.
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