quarta-feira, 29 de julho de 2009

Leya no Brasil - 20 títulos até o final do ano

Como já foi bastante noticiado na internet há alguns dias, a Leya, considerada o maior grupo editorial português, anunciou sua entrada no mercado brasileiro. Já em setembro terá se instalado na cidade de São Paulo, de onde uma equipe composta por 15 profissionais dará continuidade à pretensão de posicionar-se como marca internacional da língua portuguesa. Por isso, além de Portugal, a editora já atua em Angola e Moçambique. A aposta no Brasil deve-se, portanto, ao ambicioso projeto de publicar na maior parte dos países de língua portuguesa.

Segundo Pascoal Soto, diretor editorial da Leya no Brasil, entrevistado para o Vísceras por e-mail, pretende-se publicar ao menos 20 títulos até o final do ano. Nos dois anos seguintes, serão 200 livros. O que gera alguma dúvida, no entanto, é em relação aos escritores que em Portugal têm livros publicados pelo Grupo Leya - como é o caso de José Saramago e António Lobo Antunes, por exemplo - e no Brasil por outras editoras. Sobre isso, Pascoal demonstra não pretender instalar uma disputa por tais escritores: "Há vários grandes autores portugueses que são e continuarão sendo muito bem editados por suas respectivas editoras brasileiras. Mas é verdade também que existe um grande número de ótimos autores portugueses que não são publicados no Brasil. Estamos muito atentos a eles".

O primeiro livro publicado no Brasil pela editora, no entanto, não será de um escritor português. "O marco zero da Leya será o livro O Rastro do Jaguar, de Murilo Carvalho", diz Pascoal. O escritor brasileiro venceu em 2008 a primeira edição do Prêmio Leya para romances inéditos. Em seguida, já em outubro, será distribuído às livrarias o novo livro O Planalto e a Estepe, do angolado Pepetela.

Percebe-se, facilmente, que o Grupo Leya chega ao Brasil com vontade de competir no mercado editorial, publicando "em todas as principais linhas editoriais compreendidas nos gêneros ficção e não ficção, nacionais e estrangeiras". Ousado? Bem, trata-se da Leya.

6 comentários:

vida cotidiana 30 de julho de 2009 21:29  

Que venha, quanto mais melhor. Que traga bom títulos com conteúdo, só enriquesse.

Elaine dos Santos 31 de julho de 2009 14:59  

Se vierem bons títulos, publicação de qualidade...que viva a lei do mercado!
abçs e bom findi :)

Anônimo 7 de setembro de 2009 17:41  

Gostaria de saber se a Leya vai atuar também no segmento de didáticos e literatura infantil.

Anônimo 7 de setembro de 2009 17:43  

Cruzes! Aprovação de comentários? Censura aqui?

Leonardo Pastor 7 de setembro de 2009 21:57  

Olá, Anônimo.

Não se trata de censura. Coloco moderação de comentários para posts antigos. Assim, posso saber quando surge algum novo e responder. O objetivo principal é esse. Mas, de qualquer forma, vez ou outra acontece algum caso de comentário ofensivo que, claro, não é aprovado.

Críticas e opiniões, por outro lado, são sempre bem vindas.

Em relação à Leya, acredito que ela atuará sim. Ao menos, no segmento de literatura infantil. Esperaremos para saber.

Abraços!

Maria Aparecida S. Fonseca 23 de fevereiro de 2010 20:50  

Fico muito feliz por este pool de editoras estar aportando no Brasil. Novas editoras ampliam o leque de autores editados no país

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