terça-feira, 22 de setembro de 2009

10 dos melhores livros escritos na prisão

Listas, como sempre, são bastante discutíveis. Mas é interessante peceber a temática de algumas, como esta do Guardian.

Trata-se de uma relação com os 10 melhores livros escritos na prisão. É incrível ver como a sociedade gosta de prender seus artistas...

» Le Morte d'Arthur (A Morte de Artur) - Sir Thomas Malory

»Don Quixote - Miguel de Cervantes

» Pilgrim's Progress (O Peregrino) - John Bunyan

» De Profundis - Oscar Wilde

» Memoirs of a Woman of Pleasure (Memórias de uma Mulher de Prazer) - John Cleland

» Our Lady of the Flowers (Nossa Senhora das Flores) - Jean Genet

» To Althea, from Prison - Richard Lovelace

» Pisan Cantos - Ezra Pound

» Justine - Marquês de Sade

» A Hymn to the Pillory - Daniel Defoe


(Via Bibliofilmes Festival)

11 comentários:

André HP 22 de setembro de 2009 19:18  

2 Constatações:
- Hitler não entrou na lista. Boa;
- Escritor pode ser criminoso. O contrário vale.

Abraço!

Jorge Leberg 23 de setembro de 2009 13:44  

Como se trata de uma publicação britânica, natural que Memórias do Cárcere, do nosso grande Graciliano Ramos, ficasse de fora, hmpf!

Leonardo Pastor 23 de setembro de 2009 15:50  

André,

De fato, Hitler não apareceu. Mas veja bem que foram considerados os "melhores livros", então, seria difícil vê-lo ali.
"Escritor pode ser criminoso. O contrário vale". Adorei essa constatação.


Jorge,

Ia ser difícil realmente ter Graciliano Ramos na lista. Não sei, até, se temos tantos exemplos de bons livros brasileiros que saíram das prisões, mas qualquer dia desses me arrisco a criar uma lista no estilo.


Abraços!

Maria Garcia 23 de setembro de 2009 21:57  

Amo literatura e adorei seu blog. Vou te twittar, beleza? (Considere esse comentário como um mero pedido).
Abs

Leonardo Pastor 24 de setembro de 2009 09:48  

Claro, Maria. Fique à vontade.

Abraços!

Veronica Cabral 24 de setembro de 2009 10:56  

Interessante lista. Mas um "punto y aparte": Necessariamente Dom Quixote não começou a ser escrito na prisão, e sim começou, pelas experiências de Cervantes, a ser , como ele mesmo diz, "engendrado" ai. Digo isso, porque uma amiga lia este post comigo e teve esta dúvida. E a prisão de Cervantes também foi bem diferente dos outros citados: No caso de quando começou a conceber a idéia de Dom Quixote ele foi prisioneiro de guerra, e não político. Concordo sobre Graciliano: infelizmente a nossa melhor literatura é pouco traduzida no exterior. Faço coro ao hmpf do Jorge Leberg. Uma perda para o mundo, na minha opinião.

Abraços

Davi B. 25 de setembro de 2009 19:00  

Faltou Dostoievski também!

Mas, veja bem, meu caro, diante dos últimos posts, começo a achar que vossamecê, mesmo que inconscientemente, anda se sentindo um tanto quanto enclausurado.

Já parou para investigar o tema?

Leonardo Pastor 25 de setembro de 2009 21:00  

Davi,

Não percebi mesmo a coincidência de presos/prisões em dois posts seguidos. Será que ando me sentindo mesmo enclausurado? (risos)


Veronica,

Aparentemente há uma dúvida se o romance foi apenas planejado na prisão ou escrito. O "engendrar" não deixa muito claro.


Abraços!

Eugenio Hansen, OFS 28 de setembro de 2009 23:56  

Paz e bem!

Em minha opinião faltou
As viagens
de Marco Polo.

marjoriebier 6 de outubro de 2009 14:09  

Como é o nome do que foi escrito pelo Hitler??? caraca... esqueci completamente!!!

Leonardo Pastor 6 de outubro de 2009 15:43  

Marjoriebier,

Hitler escreveu na prisão "Mein Kampf" (Minha luta).

Abraços!

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