domingo, 28 de junho de 2009

Qual o próximo livro?

Acredito que, para a maioria, saber qual o próximo livro a ser lido é uma grande indecisão. Alguns, inclusive, tem sempre um estoque de livros recém-comprados esperando para serem lidos. Mas, dentre eles, qual ler em seguida?

Para tais indecisos, há um site chamado BookSeer. Nele, pode-se escrever o título e o autor do último livro lido e receber, logo em seguida, sugestões para a próxima leitura. A desvantagem, porém, é por permitir apenas obter respostas para livros em inglês.

Fiz um teste: coloquei ter acabado de ler 1984, de George Orwell. Uma das recomendações para próxima leitura foi Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), de Burgess. Interessante, não?

- Tente você também


* Soube desse site através da seção Internotas, na Carta Capital dessa semana

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Quantos livros você lê por ano?

Uma forma de medir a cultura através do número de livros lidos? Em alguns casos, creio, até funciona. Mas, de forma alguma, a quantidade de livros que alguém lê indica precisamente o nível cultural. Até porque a "escala" abaixo não leva em conta a qualidade de leitura. Eu não chamaria, em hipótese alguma, alguém que lê apenas livros semelhantes a Crepúsculo de intelectual. Pelo contrário, aliás.

Enfim, teste seu "nível cultural":
(Repare que se trata de um culturômetro baseado na realidade europeia, já que retirei do blog da livraria portuguesa Pó dos Livros)

O BÁSICO - de 0 a 0 livros por ano
Características: De raciocínio lento, não consegue verbalizar um pensamento de forma minimamente estruturada.
Culturalmente: Uma nulidade.

O IGNORANTE – de 0 a 1 livro por ano
Características: Pouco mais consegue do que verbalizar ideias feitas.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting.

O DESINTERESSANTE – de 1 a 5 livros por ano
Características: Verbaliza as ideias de forma estruturada, mas não tem opinião própria.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting e ainda os nomes do presidente da República e do primeiro-ministro.

THE ORDINARY PEOPLE – de 5 a 10 livros por ano
Características: É bilingue, tem opinião, verbaliza de forma cuidada e inteligente.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes da República, primeiros-ministros e ministros dos principais países europeus.

O INTELECTUAL – de 10 a 20 livros por ano
Características: É pago para ser ouvido e tem opinião sobre tudo.
Culturalmente: Sabe tudo o que os outros sabem, para além daquilo que os outros não querem saber. Faz questão de saber os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting.

O ERUDITO – de 20 a 40 livros por ano
Características: Rápido, eloquente, com ideia próprias e poliglota.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes, reis e rainhas dos 27 países da Europa, bem como do resto do mundo. Recusa-se a saber os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting.

O NERD – de 40 a ∞ livros por ano
Características: Sem dados (ninguém o vê, porque está sempre escondido atrás de um livro).
Culturalmente: Não tem vida social de espécie alguma.


Então, em qual classificação você se encaixa?

domingo, 14 de junho de 2009

Condenado a escrever um livro

Um juiz dos Estados Unidos, do Distrito de Columbia, sentenciou um ex-executivo farmacêutico a escrever um livro.

Andrew G. Bodnar, vice-presidente da Bristol-Meyers Squibb, foi considerado culpado por fazer declarações fiscais falsas ao governo federal. Por isso, condenado a permanecer dois anos em liberdade condicional, deverá escrever um livro durante esse período explicando sua experiência relacionada ao caso. Além disso, pagará uma multa de 5 mil dólares.

A ideia seria fazê-lo refletir sobre seus atos através da escrita. De fato, trata-se de algo interessante. Mas desde quando fazer alguém escrever seria uma punição? Ao menos, como ato reflectivo, deve funcionar.


Mais informações no artigo do The New York Times. Via Nosololivros.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Soundshelf - prateleira com música


Mistura de livros e música. Perfeito, não?

(via Bookshelf)

sábado, 6 de junho de 2009

Sexo na literatura? Não pode!

É incrível como as autoridades no Brasil adoram preservar a moral e inocência dos jovens brasileiros. Vi no Livros e Afins a seguinte notícia: o Governo de Santa Catarina, após comprar 130 mil exemplares do livro Aventuras Provisórias, de Cristovão Tezza, voltou atrás e resolveu recolhê-lo das escolas. O motivo? Existem, no romance, algumas linhas - apenas - que descrevem uma cena de sexo. Isso, claro, foi o bastante para que o livro fosse retirado da frente dos jovens.

Cristovão Tezza - ganhador de vários prêmios ano passado, incluindo Portugal Telecom e Jabuti - respondeu à polêmica em sua coluna na Gazeta do Povo. Usou o título Não me adotem.

Engraçado que, em minha época de colégio, ninguém aparecia para reclamar do sexo em O Cortiço. Lembro, inclusive, de ter lido na 8ª série o romance Crônica de uma Namorada, de Zélia Gattai, no qual, segundo a própria orelha do livro, conta-se, a partir da mistura de personagens reais e fictícios, "fases do desabrochar sexual de uma menina".

Outro exemplo: quando fiz vestibular para a Universidade Federal da Bahia, dos dez livros indicados, quatro tinham claramente cenas de sexo ou incitações sexuais. Entre eles - e o que permaneceu mais tempo na lista - estava Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro, no qual há trechos de estupro e masturbação.

Vísceras Literárias - Literatura para o bom leitor

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