domingo, 28 de fevereiro de 2010

Também não gosto de plágio

Após o acontecido quase kafkiano quando a editora Landmark resolveu processar a tradutora e blogueira Denise Bottmann, do blog Não Gosto de Plágio, Eloisa Jahn, Jorio Dauster, Ivo Barroso e Ivone C Benedett criaram um manifesto para apoiá-la. O site criado, ainda, traz as denúncias feitas pela tradutora contra a Landmark.

Até o momento (dia 28/02, às 23:30), dia de criação do manifesto, já há 262 assinaturas.

Se você também não gosta de plágio e apoia Denise Bottmann, assine o manifesto no link abaixo:



A história do ridículo processo está bastante divulgada, felizmente, chegando até a extrapolar a blogosfera e aparecer na mídia tradicional, como na Folha Online e BOL Notícias.  Algumas editoras, inclusive, divulgaram o fato, como a L&PM, a Crisálida e a Cosac Naify. Esta última, inclusive, fez uma excelente reflexão:
Sérgio Rodrigues, o blogueiro do Todoprosa, um dos melhores blogs de literatura do país, entre ontem e hoje postou duas provas de como a internet se tornou mesmo uma ferramenta decisiva na vida literária.
(...)
A outra é o novo capítulo da batalha de Denise Bottmann contra a avacalhação da tradução literária que assola o país. Numa estratégia jurídica inspirada nas de Paulo Maluf, alguns acusados, colhidos pelo pente-fino de Denise, decidiram inverter o jogo e processá-la, tentando até mesmo retirar do ar o blog Não Gosto de Plágio.
A iniciativa, inédita, foi prontamente rechaçada pela Justiça. E saiu pela culatra, pois quem conhece um pouquinho da internet já sabe:  a mais vaga ameaça de censura cria imediatamente uma barulhenta rede de solidariedade entre os blogueiros, à qual este blog se filia em altos brados.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

164 capas de Lolita


 "Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade"

O que esta Lolita não traz à imaginação de leitores e... capistas! Sim, o livro de Vladimir Nabokov já inspirou diversos tipos de capas, desde algumas mais discretas a outras um tanto mais ousadas. De qualquer forma, trata-se de um livro bastante polêmico ainda atualmente. Mas, o que há em comum entre todas as capas? O título, claro. Lolita é Lolita em qualquer língua. Lo - li - ta.

Veja 164 capas para Lolita


(Via  @Bibliofilmes)



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Blogueira é processada pela editora Landmark

Blogueira e tradutora, Denise Bottmann, do blog Não gosto de plágio, enfrenta um processo por supostas calúnias contra a editora Landmark. Segundo e-mail enviado a Alessandro Martins pela blogueira, a editora pretendia a retirada do blog "antes mesmo de julgar o mérito das alegações sobre as pretensas calúnias". Felizmente o juiz não atendeu ao pedido surreal.

Parece, na verdade, algo acontecendo de forma inversa. Ao invés de a justiça investigar a denúncia de que tal editora plagia traduções, quem denuncia é a pessoa a sofrer processos.

Veja o que diz Denise em seu blog:

numa ação movida pela editora landmark e pelo sr. fábio cyrino, estou
sendo processada por pretensas calúnias contra os reclamantes, por ter
publicado no nãogostodeplágio provas mostrando a prática de plágio nas
traduções de persuasão, de jane austen, e o morro dos
ventos uivantes, de emily brontë, ambas publicadas pela referida
editora em 2007.

além de vultosa indenização por pretensos danos morais e materiais, os
reclamantes solicitaram:

- "publicidade restrita", isto é, que o processo corresse em sigilo de
justiça,
- a remoção do blog nãogostodeplágio da internet, invocando o "direito
de esquecimento",
- "antecipação dos efeitos da tutela de mérito", isto é, que a justiça
determinasse a remoção imediata do blog antes da avaliação do mérito da
ação impetrada.
Eis as postagens que provavelmente motivaram o processo:

- Landmarkismo, estágio superior do plagiarismo?
- Landmark pegou gosto pela coisa
- Retificação
- Faits-divers

Além dela, a editora processou a blogueira Raquel Sallaberry, do blog Jane Austen.
 

Ao mesmo tempo,ocorreu-me uma outra notícia: Censura na Bahia ao twitter do governado. Alega-se uma campanha eleitoral antes da hora para, assim, tentar cancelar judicialmente a conta de twitter do governador Jacques Wagner. Nesse mesmo artigo, André Lemos, pesquisador em cibercultura e professor da UFBA, diz o seguinte:
Devemos entender essas ferramentas como instrumentos conversacionais, não massivos e como tais devem permanecer livres. O problema é que ainda se pensa nas ferramentas pós-massivas, como blogs ou twitter, como mídias de massa, instrumentos de comunicação por concessão pública e controlados por grande empresas donas desse mesmo conteúdo (...)
 Sim, os blogs e o twitter devem permanecer livres.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Macbook disfarçado de livro

Alguém teve a ideia de fazer o MacBook se transformar de fato em um... book. Nesse Brasil, digamos, mais que seguro, a capa se mostra como uma forma interessante de carregar seu notebook da Apple sem ser roubado. Afinal, qual ladrão se interessa por um livro, não é mesmo?


Infelizmente, não consegui encontrar o autor da ideia. Quem souber, avise-me nos comentários.

Via Horas Serenas

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Capa + marcador

O designer Igor “Rogix” Udushlivy criou um conceito interessante ao misturar graficamente a capa de um livro com o marcador. Não é apenas, como já vi algumas vezes, colocar a mesma temática do livro no marcador, mas, na verdade, criar uma interação e harmonia entre os dois.

Criativo.



> Confira o site do artista

Via BSF

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Livros como ajuda ao Haiti


José Saramago, escritor português com um prêmio Nobel nas costas, tirou a partir de sua fundação a ideia de ajudar as vítimas do terremoto no Haiti. Em seu (quase) parado blog, diz que o livro A Jangada de Pedra será reeditado e o dinheiro obtido na venda destinado à Cruz Vermelha.

Sendo, realmente, algo sem lucratividade e destinado exclusivamente às vítimas do terremoto, trata-se de um gesto bastante generoso.

>> Leia o post de Saramago

Vísceras Literárias - Literatura para o bom leitor

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