terça-feira, 27 de julho de 2010

Brasileiros estão lendo mais

Chegamos à incrível marca de 1,9 livro por ano! É o que demonstra uma pesquisa realizada pela Associação Nacional de Livrarias - ANL. Certo, não se trata de algo memorável, mas pode indicar um aumento no interesse dos brasileiros pelos livros - por isso, perdoe-me pela ironia inicial.

Outro aumento a se comemorar - especialmente a ANL - é o do número de livrarias. Houve um crescimento de 11% em relação a 2006. E, bem, se há um maior mercado de livros, há mais leitores, certo? É o de se imaginar, ao menos.

Apesar de uma conclusão positiva, de que estamos lendo mais, como afirma a reportagem do Bom Dia Brasil, é fácil perceber se tratar de um aumento insuficiente. Estamos bem abaixo de Chile, Argentina e Colômbia, por exemplo, com 3, 5 e 2,5, respectivamente, segundo Vitor Tavares, presidente da ANL.

Extrapolando a pesquisa, poderíamos pensar em algum fatores que prejudicam o crescimento da leitura no Brasil. Entre eles, claro, o analfabetismo. Ou, ainda, a pouco número de bibliotecas e espaços públicos destinados à leitura. E, então, o que falar do preço dos livros? Sim, as livrarias crescem em número e espaço físico, mas seu objeto de venda continua caro.

De qualquer forma, nos resta torcer para, na próxima pesquisa, presenciarmos um aumento significativo da leitura. Porque, afinal, ter uma média de 1,9 livros lidos por ano não é algo tão animador assim.


Veja, abaixo, a reportagem sobre a pesquisa da ANL:

sábado, 10 de julho de 2010

Velocidade de leitura no iPad e Kindle

Pesquisa de Jakob Nielsen conclui que os usuários, ao dedicarem longo tempo à leitura, tem uma maior velocidade em um iPad ou Kindle do que tinham no passado (com PCs, por exemplo), mas ela ainda é menor se comparada à leitura em papel.

Para a pesquisa, foram utilizadas 4 dispositivos de leitura: livro impresso, iPad, Kindle e PC, variando a leitura de cada um entre 24 usuários. Trata-se de um número pequeno, verdade; então, não se trata de uma pesquisa extremamente confiável, mas que nos proporciona alguma ideia da velocidade de leitura.

Por isso, ao demonstrar uma diferença percentual baixa, não foi possível determinar a maior velocidade de leitura entre o Kindle e o iPad. No entanto, as diferenças tanto de um quanto de outro em relação ao livro impresso era grande. Dai tira-se a conclusão: os tablets (considerando como tablet o Kindle e o iPad) ainda não alcançaram os livros impressos em relação à velocidade de leitura.

Por outro lado, a satisfação dos usuários com cada dispositivo empatou em todos, com exceção do PC. De uma escala de 1 a 7, o iPad, Kindle e livro impresso tiveram 5.8, 5.7 e 5.6 respectivamente. Já o computador pessoal teve a pequena média de nota 3,6. Além disso, os usuários disseram que ler num livro impresso era mais relaxante do que utilizar dispositivos eletrônicos, enquanto no PC era desconfortável por lembrá-los de trabalho.

Vísceras Literárias - Literatura para o bom leitor

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